"Aqui está uma engenhoca verbal. Como funciona?
Quem habita esse poema?
Qual o seu ideal de vida e de lugar?
Com quem pensa falar?
O que esconde do leitor?
O que esconde de si mesmo?
Que lição quer me passar ?
(A Mão do Artista, W. H. Auden)
OBJETIVOS
Explorar a brincadeira da linguagem, conscientizar autores
da importância da leitura da
poesia, entender a construção do poema, utilizar
o passado como ponto de partida da
experiência estética, vencer o medo da crítica
e a retração da voz.
CONTEÚDOS BÁSICOS
A narração do pensamento. Poesia como invenção.
A elipse da poesia e a circunferência de
Deus (Cântico dos Cânticos, Dante, Nicolau de
Cusa, Juan de la Cruz, Sor Juana Inès de
la Cruz). O eterno duvidoso (Goethe, Hölderlin e Rilke).
Discurso fraturado, a
impossibilidade da realidade (Georg Trakl, Paul Celan, Giuseppe
Ungaretti e Hannah
Arendt). Poesia como intervenção. A poética
da Coisa (Francis Ponge e Manoel de Barros)
Identificação ou intimidade. Nomear não é explicar.
Falar de si como se fosse um outro -
falar do outro como se fosse pessoal. Nadar: Respirar, mergulhar.
Memória é uma segunda
imaginação. O argumento do poema. O contra-senso.
A história invisível e a visível.
Gancho: o último verso. Os andaimes do verso. O espaço.
A atmosfera. A voz do autor e a
voz do poema. Contenção e densidade. Linhas
narrativas na poesia. Cantar uma história
contada. A metáfora e a montagem (o poema é um
desenho animado). A oralidade e o ritmo.
Persuasão e sedução. Diferenças
entre a consciência do poema e a consciência
do poeta.
JOGOS CRIATIVOS
Exercícios criativos como troca de sapatos, jogo da
forca, lista de supermercado,
epitáfio, cartas de amor e de vingança, relação
de objetos perdidos na vida, edição de
poetas consagrados, entre outros, para retirar a solenidade
da poesia.
Bibliografia:
. ALVAREZ, A. A voz do escritor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
2006.
. AUDEN, W. H. A mão do artista. São Paulo:
Siciliano, 1993.
. BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. Rio
de Janeiro: Eldorado, sem data.
. BAKHTIN, Mikhail. A estética da criação
verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997
. BANDEIRA, Manuel. Testamento de Pasárgada. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2003.
. BLANCHOT, Maurice. A parte do fogo. Rio de Janeiro: Rocco,
1997.
. CHAVES, Flávio Loureiro. Ponta de Estoque. Caxias
do Sul: Educs, 2006.
. FAUSTINO, Mário. Artesanatos de Poesia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2004.
. FERREIRA, Vergílio. Um escritor apresenta-se. Lisboa:
Imprensa Nacional - Casa da
Moeda, 1981
. GRAVES, Robert. A Deusa Branca. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2003.
. HÖRDELIN, Friedrich. Reflexões. Rio de Janeiro:
Relume Dumará, 1994.
. JÚNIOR, Davi Arrigucci. Coração partido.
São Paulo: Cosac & Naify, 2002
. LUKÁCS, Georg. Ensaios sobre Literatura. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira,1965.
. MERQUIOR, José Guilherme. Verso Universo em Drummond.
Rio de Janeiro: José Olympio,1975.
. MICHAUX, Henri. O retiro pelo risco. Lisboa: Fenda, 1999.
. PAVESE, Cesare. O Ofício de viver. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1988.
. PERRONE-MOISÉS, Leyla. Inútil Poesia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2000.
. POUND, Ezra. A arte da poesia. São Paulo: EDUSP,
1976.
. RICARDO, Cassiano. 22 e a Poesia de Hoje. Brasília:
Ministério da Educação e Cultura,
1962.
. SANGUINETI, Edoardo. Ideologia e Linguagem. Porto: Portucalense
Editora, 1972.
. SHELLEY, Percy Bysse. Defesas da Poesia. São Paulo:
Iluminuras, 2002.
. TREVISAN, Armindo. Reflexões sobre a poesia. Porto
Alegre: Inpress, 1993.
. TWAIN, Mark. Dicas úteis para uma vida fútil.
Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2006.
. UNGARETTI, Giuseppe. Invenção da Poesia Moderna.
São Paulo: Ática, 1996.
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Site: www.carpinejar.com.br
Blog: http://fabriciocarpinejar.blogger.com.br
Confira imagens do primeiro encontro com Fabrício
Carpinejar, na oficina de crônicas
Tanta ternura, realizada de 2/4 a 4/6/2009.
| Fotos:
René Cabrales |
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